quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Onde mora a poesia

A poesia mora na tua pele.
Ela se aninha no teus seios.
A poesia reside em cada pelo dourado do teu corpo,
em cada poro.
Cada gota do teu suor e
no gosto doce da tua saliva.
Dentro dos teus olhos.
Teus lindos olhos faiscando no quarto semi escuro.
Iluminando nosso caminho, ladrilhado com tijolos de desespero.
A poesia está guardada na tua boca, por entre teu dentes desenhados.
No teu sorriso solar.
A poesia dorme agarrada nos teus cabelos, espalhados pelo travesseiro, como uma cachoeira
de pequenos versos.
Cada fio do teu cabelo é um poema de amor.
A poesia faz casa dentro de ti, e se revela quando tu exala essa força que tem dentro do peito.
Ela escapa por entre as silabas das tuas palavras de carinho.
E constrói um universo de sonhos, quando simplesmente pronuncia
a palavra amor.
Talvez por isso, sinto um formigamento por dentro da cabeça, quando te vejo.
E sei que brota uma flor no mundo cada vez que tu ri.



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ressaca

Já não durmo a noite
Por que quero que todas sejam iguais aquela e não são.
Nunca serão como aquela noite

Depois de provar o gosto da tua boca.
Entro pela boca da noite adentro em desespero.
Procurando aquele sabor perdido.

Depois de deitar no teus braços,
e morder tua pele com furia.
Tudo no mundo ficou menor.

Ondas de agonia chegam no meu peito a cada trinta segundos.
Por que te amo.
E me afogo na desesperança.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Apartamento 509, segunda parte.

No quarto de hotel você não me entende.
Sou o retrato da incompreensão.
Eu quero o amor,
E não a noite que acaba rápido.
Quero a alma e não somente o corpo.
Quero a parceria e não o adeus sem vida.
No quarto de hotel, carrego o mundo para o quarto.
E não consigo. De fato, não consigo.
Dar vasão a represa das angustias.
Abrir as comportas das águas mortas.
No apartamento 509 sou menos do que outros.
Me sinto mal.
Queria ser e não é possível.
Um pouco menos que teu amigo.
Enganar, mentir e ir embora.
Mas teus beijos me puxam para dentro.
Teus olhos arrancam as certezas.
E me rendo.



Apartamento 509

Meu amor!
Qual a solução desse mistério.
Que musica cantaremos, quando subirem os créditos.
O fim do drama,
Talvez seja sonho, ou cemitério.

Um campo minado em nossas casas

Sementes de dor,
escorrem de minhas mãos.
Vou plantando em teu caminho,
esperança e desilusão.
Morremos divididos,
Entre os que nos cercam.
Como se tivéssemos,
uma bomba em cada mão.
Uma granada em cada palavra
Um campo minado em nossas casas.

O temor da noite
O teu nome em minha boca quando durmo.
Quando sonho.
O teu gosto, o teu rosto, os teus pêlos.
Me assombram pela noite a dentro.
Pela madrugada afora.
Um campo minado em nossas casas
E nós?
Sinceramente,
Não sei.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Caixa de lembranças

A última página do livro.
As últimas linhas.
Ao fechar, a capa encobrirá todas as manhã,
o pé de goiaba, a sala, o sofá, as conversas:
A irmã que casou, a outra que separou,  a mãe que foi embora.
Eu ficava tão feliz ouvindo as historias.
Me via fazendo parte da família,
E dividindo todos aqueles problemas em parte iguais,
Ou pelos menos, segurando a tua mão, quando você chorasse.
Nunca mais!
Ninguém lerá nossas palavras.
Que amarelaram antes de florescer.
Linhas tortas, escritas erradas.
Agora não sei onde guardar essa caixa de lembranças.
Tão pesadas!